Mar...
Com a dança de teu ventre salgado

Lava de mim este fado,
Lava de mim a saudade.
Com teu cheiro que me envolve a alma,
Me enche de vida e acalma,
Esvazia de mim a ansiedade.
Com tua voz inaudita
Canta, murmura... fala, grita!
Silencia em mim a solidão.
Com teu tamanho esquecido,
Infinito, tons de azul vestido,
Dá cor à minha ilusão.
E se um dia, por força do Sol ou da Lua,
A maré que julgaste ser tua
Não te deixar regressar,
Com a tristeza que guardo no peito
Por sofrer tanto, desse jeito,
"Talvez que eu morra na praia
Cercado em pérfido banho
Por toda a espuma da praia
Como um pastor que desmaia
No meio do seu rebanho"
Pedro Homem de Melo, Prece
Cercado em pérfido banho
Por toda a espuma da praia
Como um pastor que desmaia
No meio do seu rebanho"
Pedro Homem de Melo, Prece
4 comentários:
Era tão bom que o mar nos lavasse a alma e deixasse só o sabor a sal, o cheiro do mar.. :)
Beijinho, grande..
Susana, às vezes quando volto da praia, mesmo que por breves instantes, quase que sinto essa redenção de maresia. Será pois uma questão de descobrir a forma de a fazer durar mais um pouco...
Se conseguir eu digo. ;)
Beijinho
Pinto... gd poema!!! Captas a essencia real do que é amar o mar, de quem se sente completo envolvido no sal do imenso oceano! E faze-lo de uma forma simples e natural que o que torna o poema ainda mais belo!
abraço
Cuze, tanto tempo "perdido" à espera do próximo set tem de servir para alguma coisa...
Muito obrigado e não te esqueças que a beleza de quase tudo está também na sensibilidade de quem o vê.
Abraço
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